Sabe minha branquinha, nossas vidas são diferentemente estranhas, mas não deixam de ser parecidas. A sua é uma confusão real, a minha uma confusão imaginária. Não fiquei bravo com você. Você deve ter ficado brava comigo, eu fiquei, eu posso escrever bem, mas ás vezes o que eu escrevo soa errado.
Isso acontece porque eu tento misturar o meu mundo com o mundo das palavras, e vamos deixar bem claro que isso não é possível. Num texto mais longo eu consigo (acredito eu), diminuir essa diferença. Minha voz fica mais fácil de ser imaginada, minhas expressões faciais também, mas isso não acontece numa mensagem de texto. Elas são curtas e cruéis. São as vadias entre os gêneros textuais.
Deve ter notado que eu sumi, e meu 'eu cruel' acabou de me dizer: "Sumiu como, se nunca lá esteve garoto?", sumi porque como já devo ter dito em algum texto anterior, tenho uns ciclos de humor estranhos e ás vezes a remota possibilidade de criar conversa me assusta.
Não sei o motivo, um dia eu acordo, olho pro meu teto branco e digo "Merda!", á partir daquele momento eu experimento uma semana de crise existencial e me torno ainda mais antissocial. Acho que deve ter imaginado o terror que é né?
Não se culpe, a maioria das coisas que acontecem na sua vida não são culpa sua. Deve sempre lembrar disso. Eu estava preocupado, confesso, mas nunca bravo.
Minhas camisas te aguardam, acredite. Assim como te aguarda meu colo e meu amor. Me desculpe pela antissocialidade, é algo que eu não consigo controlar.
Um beijo meu amor, durma bem.