Olá Prima,

Sei que me ama e já deixo claro nessas primeiras linhas que a amo da mesma maneira.
Recebi sua carta ontem, e me indignei com sua indignação. Realmente, não há motivo nenhum para tamanha reação exagerada. Portanto, creio que este testículo - ou textozinho, para os menos desenvolvidos- esclarecerá grande parte do mal entendido que ocorre na sua cabeça neste momento.
Primeiramente, nunca te pedi permissão para nada na minha vida, a não ser para fuçar suas coisas, e não cheguei a pedir quando te dei a nada ruim, mas tida como, notícia.
Segundamente, não te autorizo a namorar seu namorado, afinal não cabe a mim autorizar, ou seja, por mais que odiasse seu não tanto amado, minha opinião não deveria importar assim como, sinto lhe dizer, a sua pouco me faz diferença.
Terceiramente, ciúmes ocorrem, principalmente com pessoas á sua volta, mas é pelo poder do sentimento que nos junta a essas pessoas que deveríamos nos manter calados.
Quartamente, não me peça par escolher entre você ou qualquer que seja a pessoa, afinal, você sabe que por mais que minha escolha se direcione imediatamente ao lado contrário ao seu, nunca deixaremos de habitar respectivos corações.
Quintamente, não discutirei novamente o fato com vossa pseudo-realeza.
Sextamente queria deixar bem claro e expressar claramente, que pelas normas linguísticas que nos regem as palavras "primeiramente, segundamente e etc..." não existem, mas aparentemente a palavra "primeiramente" é intensamente utilizada em textos formais (ou não), e como ela justificaria o uso de todas as outras, resolvi utilizá-las.
Mas um exemplo de que, por mais que as ame, nem sempre sigo o que as regras me mandam seguir.

Um grande abraço de seu primo terminantemente apaixonado pela mulher que não lhe agrada,
Fabiano S.