Tenho medo da velhice, mas não tenho medo de simplemente parecer velho, tenho medo de esquecer tudo, tenho medo de perder a minha vida estando vivo. No dia em que eu esquecer o nome da pessoa que está a meu lado, eu realmente preferirei estar morto.
Ás vezes a ideia de velhice me agrada, quero ser um velho entendido, daqueles com livros na estante, óculos na ponta do nariz, que senta na poltrona de couro da sala de estar e conta mil e uma histórias para os netos postos em círculo no tapete. Quero ser um velho que lê o joranal na mesa todas as manhãs. Quero ser um velho romântico, que leva flores à esposa e sorri pra ela quando ela pergunta se o creme anti-rugas está dando resultado.
Quero ser um velho que vive como se cada dia não tivesse nada de especial, mas que dá valor a cada pequena parte deles pois sabe que qualquer dia pode ser o último.