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"Eu tento", talvez essa será a resposta se a pergunta direcionada a mim for "Você cria conteúdo?", mas não é realmente o meu papel nesta rede onde ninguém tem papel. Temos teclados e telas brilhantes que ofuscam o olhar de um recém dormido, mas que nem por isso deixam de ser menos importantes na nossas vidinhas sem importância.
Sou um ponto de informação, na verdade, tento ser um buraco negro de informação, tento captar tudo o que tenho ao meu alcance, óbvio que eu sou um buraco negro tecnológico, por isso tenho um bom antivírus atualizado e um ótimo filtro de spam que me mantém longe de muita coisa. 
Talvez seja esse filtro que me prendeu a um círculo de informação limitado, e talvez seja essa capacidade de filtrar concedida a mim por essa maravilha tecnológica que me trouxe um problema ainda maior, consumo montanhas de conhecimento, mas escolho o que consumir, só aprendo algo novo se esse me atrai de alguma maneira. Isso me transformou de uma criança que gostaria de ler o mundo, em um adolescente com preguiça de ler um explicação mais aprofundada sobre um assunto de interesse duvidoso.
É com isso que você me paga né Rede Mundial de Computadores? Eu venho todo prosa para o seu lado e você me compele a retroceder? Ok, parte disso, como disse, é minha culpa.
Deixo essa discussão para depois e venho por meio desta (linguagem esquisita para declarações estranhas) lhe informar minha querida amante intelectual, que peço o divórcio. Não chore, não, não há meios de consertarmos tudo.

[Saio da sala, volto alguns minutos depois e ela continua chorando]
Ok, deixo o divórcio de lado, vamos falar sobre um sistema de traição permitida. Te deixo flertar com os nerds, com os jornalistas, com os geeks, com os fofoqueiros e até com meus amigos. E você me deixa fazer o mesmo com os livros, revistas, filmes, documentários e telejornais que tanto me atraem, certo?
Sabia que iria concordar. Volto mais tarde, vou alí bater um papo com uma revista que está na minha porta, pode dar uma voltinha, volto mais tarde para nos atualizarmos e quem sabe eu não ajudo a encher essa sua biblioteca infinita.